7 de abr. de 2013

Peles, Plumas e Líquidos

A língua líquida
Escorria pelo corpo.
Deslizar de dedos
Como carícias de plumas.
Envolvendo o outro
Feito pele de fera.

Lábios de pétalas roçando entre si,
Soprando segredos de enrubescer.

Sussurros suspirados,
Fôlego roubado,
Suspiros sussurrados.

Nada importa além da seda.
O toque de plumas,
Calafrios de calor.

A fluidez da língua
Passeando com ardor,
Explorando cada recôndito,
Testando todo sabor.

Contato, pele, seda.
Fluido, atrito, dentes.
Língua, dedos, suspiros.

O êxtase sonoro
(Ou apenas discreto)
Estremece os corpos
Como plumas ao vento.

Um comentário:

  1. Um dos mais lindos poemas que li hoje. e hoje li cinco ou seis poetas imortais :D
    é duma fluidez espetacular. simples, sem fazer concessões à frivolidade. gostoso de ler e dum erotismo sem paralelo. muito bom mesmo. poetisa :D

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