24 de dez. de 2010

Feliz Véspera de Natal

  Era noite. Era frio. Era neve. Era véspera de Natal.

  Mais um vez saí de casa em busca de algum consolo para a solidão desta data. O Natal já não me representava mais a união da família, mas sim, a saudade dela. Já se faziam quase três anos que passo essa data longe dos meus parentes... É, parece que a saudade te dá uma outra visão do que você tinha, valoriza e te diz: "Viu? Foi tudo isso que você perdeu, sua escolha te afastou disso." Mas não adiantava, eu não ia me culpar. Fiz isso para o meu próprio bem. Era meu futuro, minha carreira, minha vida. Como meu avô me dizia: "A oportunidade é cabeluda na frente, para você se agarrar a ela, e careca atrás, para você aprender a não deixá-la passar sem agarrá-la." E foi o que eu fiz. Não é sempre que se recebe a proposta de uma bolsa integral para estudar em Oxford, não é? Pois bem, com muita coragem e um dinheiro na conta bancária, na qual meus pais depositavam uma quantia 'X', vim estudar em Londres, onde tive que utilizar de pés-e-mãos para conseguir me estabelecer, tudo isso estando só. Seria fácil para quem já tinha o costume, mas sempre tive alguém ao meu lado quando ia enfrentar algum problema. Ah, mamãe...
  
  Mas como vinha dizendo, saí de casa e estava andando pela calçada, admirando algumas vitrines de lojas fechadas mais cedo que o de costume, por causa do feriado. Tomava muito cuidado para não escorregar, o chão estava coberto por uma fina, mas traiçoeira, camada de gelo. Enquanto vagava entre meus devaneios, vitrines e calçadas escorregadias, não vejo que vem alguém em minha direção. Não a vejo e acabamos nos esbarrando. Voam sacolas para um lado e meu minucioso cuidado para o outro. Caímos com uma exclamação silenciosa e um baque surdo, abafado pelas roupas felpudas e o barulho das sacolas.

  -- Opa! Que trombada! Ah! Moça, você está bem?
  -- Ai. Sim, sim. Estou. Er, me desculpe, eu não te vi.
  -- Hahaha! Nossa, pra não ver uma coisa do meu tamanho tem que estar com algum problema de vista! Quer ajuda?
  -- Ah, obrigada. Er, talvez eu tenha problema de vista, mas é que eu não estava prestando atenção no caminho. Aliás, me desculpe.
  -- Não, não. Tudo bem. Sem problemas. Mas você está bem?
  -- É, acho que estou. Tomei tanto cuidado pra não cair e acabei caindo por não prestar atenção no caminho. Que irônico!
  -- Haha. Acontece. Eu também. Tem certeza que não se machucou? Sua mão, está sangrando!
  -- Ahn, não, tudo bem, é só um cortezinho. Já já estanca.
  -- 'Tá bem então. Se diz. Mas sim! Minha educação! Sou Ian.
  -- Prazer, meu nome é Sarah.
  -- Encantado em conhecê-la, senhorita cega. Quer ajuda para atravessar a rua? -- rindo.
  -- Não seria você que precisa de ajuda? -- pegando as sacolas.
  -- Ah, tinha esquecido das sacolas. Hahaha. Acho que fui contagiado pela sua distração! Ah, obrigado Sarah. Enfim, o que faz uma moça tão educada faz fora de casa em véspera de Natal? Não devia estar comemorando com a sua família?
  -- Hãn? Bem, pergunto o mesmo à você. Não devia estar com sua família?
  -- Bom, é que não posso estar com ela. E... Ei, esta sacola é sua moça. Ia me dar de brinde por ter te ajudado é?
  -- Ah, não. Quer dizer, é pra família. Vou mandar pelo correio.
  -- Mesmo? Eu também vou. Você também acha que é um pedido de desculpas por não estar presente?
  -- Hum, pensando bem, é, acho sim. Ai, acho que estou tonta. Podemos sentar naquele banco, do outro lado da rua? Mas estou bem, só um pouco zonza.
  -- 'Tá ok, então. Bem, também veio estudar aqui, não é? Também ficou só e teve de se virar como pode, estou certo? É, acontece isso com todos que vêm pra cá. Seja pra estudar ou trabalhar... Brrr! Frio não? Quer o casaco? -- estendendo o casaco.
  -- Ah, não precisava se incomodar. Mas enfim, além de ter descorberto meu passado, ó mago, também tem se sentido só, e que essa solidão, junto com este frio, vem te consumindo cada vez mais? Ai, ai. Tudo por uma boa carreira e, se Deus quiser, um futuro promissor e uma vida estável. Sabe Ian, às vezes, quando a solidão decide atacar com uma crise, você quer voltar pro seu lar, abraçar uma pessoa querida. Mas a razão não te deixa fazer isso porquê, afinal, não é o certo, não é mesmo?
  -- É... Nossa, nunca pensei em me abrir assim pra uma estranha! Hahaha. Mas fazer o que? Quando  encontramos alguém que sabe o que passamos, a gente se identifica e se sente em casa.
  -- Hehehe. Então somos dois na mesma barca. Só me resta dizer então, que nós dois estamos em casa.
  -- Nesse banco frio? No meio da praça? Hahahahaha. Só me resta dizer que nossa condição financeira é terrível! Mas se é o que temos, e se meu lar for tão feliz e agradável como este momento... Só me resta dizer que é esse lar que quero ter. E enfim, consegui arranjar um lar em plena véspera de natal. Que sorte a minha não?
  -- Que sorte a nossa! Sem um de nós, não poderíamos ter encontrado a nossa casa. Será que o Espírito do Natal nos deu esse presente?
  -- Pode ter sido o própio Papai Noel! Hahaha. Então isso quer dizer que nos comportamos bem esse ano, não é mesmo, senhorita Sarah?
  -- Hehe. É mesmo, senhor Ian. Enfim, isso quer dizer que esta é uma feliz véspera de Natal, concorda?
  -- Sim, uma Feliz Véspera de Natal para nós dois.
  -- Sim, para nós dois.

  E o silêncio, junto com a fina cortina de neve e o frio do inverno, dão o ponta pé inicial para o encerramento dessa véspera de Natal. Encontramos um lar. E o tempo nos é favorável para celebrarmos esta data, matando nossa solidão, nossa falta de carinho e a nossa sede atenção. É, uma Feliz Véspera de Natal para todos.

...
Sabrina R.

11 de dez. de 2010

Ser forte...

... é amar alguém em silêncio.
... é deixar-se amar por alguém que não se ama.
... é fingir alegria quando se sente triste.
... é sorrir quando se deseja chorar.
... é consolar quando se precisa de consolo.
... é calar quando o ideal seria gritar a todos a sua angústia.
... é irradiar felicidade quando se é infeliz.
... é esperar quando não se acredita no retorno.
... é elogiar quando se tem vontade de maldizer.
... é manter-se calmo no desespero.
... é tentar perdoar alguém que não merece perdão.
... é fazer alguém feliz quando se tem o coração em pedaços.
... é ter fé naquilo que não se acredita.
... é ainda ter esperanças quando não há possibilidade.
... é tentar tirar alguém da cabeça
sabendo que jamais sairá do coração.


Ser forte é, enfim, viver quando já se está morto.

Por isso, por mais difícil que seja a vida: Ame-a e seja forte!

Autor Desconhecido     

29 de nov. de 2010

Cruéis Sentimentos

Não gosto de sentimentos. Não mesmo. Não há porquê gostar deles, só têm defeitos!

Eles são egoístas, só pensam em si mesmos.

São egocêntricos, querem que tudo gire em torno deles.

São gananciosos, querem que tudo seja para eles.

Eles são grandes chatos, inoportunos e insuportáveis!

De tão mesquinhos que são, se apossam de você. Roubando tudo que você tem: roubam tua mente, tua atenção, teu corpo, teus desejos, geralmente tuas alegrias e o principal, tua alma. É o que eles mais querem, o que mais anseiam por conseguirem.

Eles são maus.

Cruéis.

Maquiavélicos.

Horripilantes.

De tão macabros que são, penetram em você por ordem própria. Primeiro como agulha, em seguida como lâmina cortante, perfurando seu ser. Não contentes por apenas abrir um talho em você, entram girando, procurando provocar o maior estrago possível, abrindo o máximo o que conseguem, uma ferida enorme de difícil cicratização. São diabólicos de tal maneira, que esperam a ferida se fechar de forma leve, ainda inchada e dolorida, para usarem-se novamente como agulha, sem anestesia, costurando a ferida para ter o prazer de entrar como lâmina, se retorcendo mais uma vez, quando a ferida começa a "grudar".

Tenho medo.

Morro de medo.

Tenho pavor.

Verdadeira fobia.

De tão masoquistas que são, as pessoas submetem-se a esses sentimentos de forma tão natural, tão espontânea que chega a ser aterrorizante. 

Se entregam de forma banal, alucinante. E apenas para serem vítimas destes frios torturadores. Mesmo sabendo que, na maioria das vezes, eles não valem à pena.
 

24 de out. de 2010

Só sei que nada sei...

Assistindo Tv, mais especificamente, o quadro Os Opostos Se Atraem no programa da Eliana, no SBT, eu vi brigas horríveis, por, se analisarmos bem, nada!

Cada um com a sua escolha, sua opinião, procurando uma maneira de defender seu ponto de vista, acabam achando a pior maneira possível de fazer isso: ofendendo, humilhando, e pensando coisas jamais ditas pelo outro. E ainda por cima, sem saber dicutir de verdade, ou melhor, de uma maneira civilizada.

O respeito falta nessa hora, contando que a educação e o respeito estão de mãos dadas, mas não necessariamente juntos. Não sabem ouvir, e nem falar. Quando têm q ouvir, não ouvem, começam a rebater sem esperar o outro falar. Quando têm de falar, não falam, gritam. Tudo bem, que os telespectadores gostam da "mundiça", mas o que se vai ensinar para as crianças?? Falta de respeito e de civilidade?? O.ó  Eu acho que o respeito deve ser mútuo, já que ninguém é de ferro pra aguentar ouvir desaforos sobre sua opinião, né?!

Mas enfim, quem está com a razão? Quem sabe qual é a verdadeira escolha? Quem tem o conhecimento da verdade absoluta além de Deus? O.o' Isso, já é tema para um novo post... ;DD

Té mais,

Bjinhos. ;**

26 de set. de 2010

Uma estréia pouco convincente... -.-'

Não sei se isso é uma das melhores coisas para se escrever no começo de um blog, mas não sei por onde começar. :S

O que eu espero, é que me venha a inspiração e que esse blog dê bons frutos! ^^D

Quero de haja discussões, pois é o único meio para a compreensão e o conhecimento. ;DD

Ah, e para melhorar, quero tabém opiniões de temas. Mas, observação: farei com meu ponto de vista e opiniões de alguns, o debate pode ser feito nos comments e outras opções q vão ser dadas no fim de cada post.

Obrigada por gastarem tempo comigo,

Bjinhos. ;**